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Fotomicrografia da Alga Closterium striolatum

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Closterium striolatum

Sobre as Closterium em geral

"Closterium pode ter células inteiramente curvadas (lunadas), curvadas apenas nos ápices (semilunadas) ou inteiramente retas (elípticas ou fusiformes) que são, em geral, várias vezes mais longas do que largas. A margem dorsal (externa) é sempre convexa e a ventral (interna) pode ser reta, côncava, ligeiramente convexa e até inflada na região mediana.
Em alguns casos, ambas as margens são quase paralelas entre si. Os pólos celulares variam entre arredondado, obtuso-arredondado, cônico-arredondado, acuminado-arredondado, truncado-arredondado, truncado, oblíquo-truncado, acuminado a obtuso e, às vezes, até capitulados ou quase. A parede celular pode ser lisa, pontuada (às vezes a pontuação é mais densa na porção apical da célula), estriada (as estrias podem ser contínuas ou interrompidas e pode haver uma linha de pontos entre cada duas estrias) ou costelada.
Quanto à cor, a parede originalmente é incolor, mas pode, com a idade, impregnar-se de sais de ferro oriundos do ambiente e ser até acastanhada. Pode ou não existir um espessamento polar e, às vezes, há dois espessamentos, dos quais um ocorre na margem dorsal e o outro, na ventral. O cloroplastídio é único por semicélula, ocupa posição axial na célula e tem forma laminar ou estelóide. Ocorrem de um até dez pirenóides dispostos em série mediana longitudinal ou os pirenóides são numerosos e aparecem espalhados pelo plastídio. Há um vacúolo terminal com um a vários corpúsculos trepidantes por semicélula.
O gênero inclui presentemente ao redor de umas cem espécies, que são conhecidas do mundo inteiro. Sendo um gênero especioso, a tendência dos taxonomistas é dividilo em seções, e há um certo consenso quanto à consideração de cinco seções, as quais são denominadas Holopenium, Elongatae, Closterium, Elongato-striatae
e Striatae e cuja distinção é feita, primeiramente, pela forma da célula (reta ou curvada), depois pelo tipo de parede celular (lisa ou decorada) e pela existência ou não de zona de elongação.
Há vários trabalhos que permitem identificar um grande número de espécies de Closterium. Entre tantos, podem ser citados, como exemplos, os de West & West (1904), Krieger (1937), Prescott et al. (1975) e Ruzicka (1977). E para o material brasileiro, o trabalho mais abrangente é o de Bicudo & Castro (1994), que permite identificar as 47 espécies que ocorrem no estado de São Paulo."
Por Leônidas Galbas Santos e Contribuintes
Foto de Leônidas Galbas Santos
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